Informativo eletrônico - Edição 2401 Segunda-feira, 04 de junho de 2018

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Você está recebendo o Macro Visão. Veja os destaques desta edição:


Economia Brasileira

  • Focus: Projeções do PIB sofrem nova queda

Economia Internacional

  • Zona do Euro: Prévia aponta aceleração da inflação em maio
  • Zona do Euro: Desemprego cede ligeiramente em abril
  • Sentix: Índice de sentimento econômico segue em queda no mês de junho

Dados da Economia Brasileira 





Focus: Projeções do PIB sofrem nova queda

O Banco Central do Brasil divulgou nesta segunda-feira (04/06) o Boletim Focus, relatório semanal que faz levantamento das previsões de mercado para as principais variáveis macroeconômicas do país. Nesta semana, a mediana das projeções para o crescimento do PIB de 2018 sofreu nova redução e passou de 2,37% para 2,18%, a quinta semana seguida de baixa. Já para 2019, a taxa se manteve em 3,00%.


A expectativa para o IPCA ao fim deste ano, por sua vez, foi aumentada pela terceira semana seguida, de 3,60% para 3,65%. Para 2019, a taxa teve uma pequena mudança e passou de 4,00 para 4,01%.


No que diz respeito à taxa Selic, a projeção se manteve em 6,50% após sofrer aumento na última leitura, partindo de 6,25%. Faziam sete semanas que a taxa era mantida neste patamar. Para 2019, a mediana da expectativa permaneceu em 8,00%. Já no tocante à taxa de câmbio para o fim de 2018, esta sofreu aumento pela sétima leitura consecutiva, ao passar de R$/US$ 3,48 para R$/US$ 3,50. Da mesma forma, a taxa de câmbio esperada para 2019 passou de R$/US$ 3,47 para R$/US$ 3,50.



No que tange ao setor externo, o déficit em transações correntes para 2018 foi mantido em US$ 23,50 bilhões, mesma taxa da semana passada. Para 2019, contudo, o déficit sofreu aumento de US$ 38,40 bilhões para US$ 38,58 bilhões, sendo a terceira semana seguida de elevação.

Por fim, no que tange o crescimento esperado para a produção industrial de 2018 e 2019, as taxas permaneceram em 3,80% (terceira semana seguida) e 3,50% (décima segunda semana seguida).




Zona do Euro: Prévia aponta aceleração da inflação em maio

Divulgada na última semana pelo Eurostat, o departamento de estatísticas europeu, a primeira estimativa para o acumulado em 12 meses do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, em inglês) de maio ficou em 1,9%. A prévia representa uma aceleração em relação a abril, quando a inflação acumulada era de 1,2%.



Na abertura por classes de despesas, o Eurostat espera que o grupo Energia tenha a maior variação em maio (6,1% ante 2,6% em abril), seguido dos grupos Alimentos, álcool e fumo (2,6%, ante 2,4%), Serviços (1,6%, ante 1,0%) e Bens industriais (0,2% ante 0,3%).

Já do núcleo da inflação, medida que exclui preços voláteis como os de alimentos e energia, espera-se uma variação de 1,1% em maio. Vale lembrar que, em abril, a taxa acumulada em 12 meses do núcleo de inflação atingiu seu menor nível desde outubro de 2016 (0,7%).

Zona do Euro: Desemprego cede ligeiramente em abril

Divulgada na última semana pelo Eurostat, o departamento de estatísticas europeu, a taxa de desemprego da Zona do Euro recuou de 8,6% em março para 8,5% em abril, na série ajustada sazonalmente. O resultado é o menor para a região desde dezembro de 2008. Em abril de 2017, a taxa era de 9,2%.



Entre todos os países-membros, as menores taxas em abril foram registradas pelo segundo mês consecutivo na República Tcheca (2,2%), em Malta (3,0%) e na Alemanha (3,4%). A Grécia segue com a maior taxa de desemprego da região, de 20,8%. Já entre as quatro maiores economias da região, a já citada Alemanha é seguida por França (9,2%), Itália (11,2%) e Espanha (15,9%), com esta última registrando novamente a segunda maior taxa de desemprego da Zona do Euro.



O nível de desemprego entre os jovens abaixo dos 25 anos na região continua alarmante. Enquanto nesta faixa etária a taxa de desemprego é de 17,2% para a Zona do Euro, para Itália, Espanha e Grécia foi de 33,1%, 34,4% e 45,4%, respectivamente. As taxas mais baixas foram observadas na Alemanha (6,0%), em Malta (6,8%) e na Holanda (6,9%).

Sentix: Índice de sentimento econômico segue em queda no mês de junho

Divulgado na manhã de hoje (04/06) pelo Instituto Sentix, o Índice de Sentimento do Econômico da Zona do Euro apresentou sua quinta queda consecutiva e de forma acentuada ao passar de 19,2 para 9,3 pontos neste mês de junho. É o menor nível do indicador desde outubro de 2016.

A expressiva queda neste mês referente foi reflexo do componente de expectativas que, ao recuar de -2,0 para -13,3 pontos na passagem mensal, registrou a menor pontuação desde agosto de 2012. O índice de situação atual também sofreu queda (de 42,8 para 34,5 pontos), contudo permanece num alto nível histórico.


Na abertura entre as grandes nações europeias, Alemanha e Itália foram os destaques negativos deste mês. O primeiro país apresentou forte depreciação do índice de expectativas e situação atual. Já o segundo país passa por um processo de formação de um novo governo com um discurso contra a moeda única da Zona do Euro, o que levou o índice de expectativas a sofrer a maior queda entre os países europeus analisados.

Por fim, queda de pontuação do índice foi observada em quase todos os países e regiões analisadas na pesquisa. Estados Unidos sofreu leve queda e passou de 22,1 para 20,3 pontos, enquanto que a Ásia (exceto o Japão) passou de 22,7 para 20,6 pontos. A América Latina teve a quarta leitura negativa seguida e passou de 7,1 para -4,5 pontos, sendo este o menor nível dos últimos 18 meses.







 

Macro Visão é uma publicação da:
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)
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